Perdi Meu Braço Direito

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Published: 2019-01-03 17:00:04 | YouTube statistics
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Este é o Júnior, e ele é um cara normal com uma história um pouco diferente. A vida dele mudou completamente nos últimos anos, e ele gostaria de contar isso para você.

Ele era um menino absolutamente normal, estava crescendo, e a vida dele não era diferente da de ninguém – escola, amigos, esportes, hobbies. Aí, uma coisa ruim aconteceu com ele, e o Júnior tinha certeza de que a vida dele tinha acabado. Bem, ele quase perdeu o seu braço direito todo em um acidente bobo – o pai dele estava cortando a grama, e o Júnior estava passando, quando tropeçou em alguma coisa, e caiu bem debaixo do cortador de grama.

O Júnior acordou no hospital, ainda sentindo muita dor, mas desta vez dava pra suportar. Foi aí que ele descobriu que o braço dele tinha sido literalmente despedaçado, e que os médicos não conseguiram salvá-lo. Naquele momento, ele ainda não tinha entendido como aquilo mudaria a vida dele, e só estava grato por estar vivo.

Enquanto ele estava se recuperando no hospital, percebeu que não conseguiria fazer literalmente nada, já que era destro e estava tão fraco que nem conseguia controlar a mão esquerda. Mas não demorou muito para ele receber a ajuda de uma fisioterapeuta. Ela disse que isso era normal e que, em breve, ele iria se adaptar, principalmente se seguisse as recomendações dela à risca. Ele começou a fazer os exercícios no hospital e deu continuidade a eles em casa.

Obviamente, ele ficou sem ir à escola por um bom tempo e teve que esquecer os esportes e o violão, coisas das quais gostava tanto. O pior é que, no fim das contas, ele não se adaptou. Ele não conseguia fazer nada com o braço esquerdo – escrever, se vestir ou até mesmo segurar uma colher para comer. Ele estava se esforçando pra caramba, mas se sentia muito mal quando via que a situação não melhorava. Aí, ele começou a cair em uma depressão profunda.

Os pais dele conversaram com a fisioterapeuta, e ela disse que o Júnior precisava voltar a frequentar a escola para ter um pouco de vida social. Mas ele ainda não poderia usar o braço falso – era cedo demais. Ele tinha medo de encontrar os amigos assim, aleijado – e nem imaginava como seria a reação deles. No fim, deu tudo certo, mesmo sem ele conseguir fazer todas as coisas que fazia com eles antes. Também, devido ao fato de a mão esquerda dele ser praticamente inútil, ele precisava da ajuda dos amigos o tempo todo. Aquilo era patético. E as coisas pioraram com o fato de que, durante a ausência do Júnior, uma menina nova tinha chegado na escola, e ele tinha gostado demais dela quando a viu. Ele até tentou sair da toca e a convidou pra sair uma vez. Se ele fosse saudável, talvez pudesse ter alguma chance. Mas ela só olhou pra ele com pena, sorriu e respondeu “Sabe, Júnior, não vai dar.
Isso fez ele se sentir ainda pior e, de forma geral, ele estava passando por um momento muito difícil na vida dele. O Júnior estava simplesmente tentando, passivamente, se acostumar à sua nova condição. Havia chegado a hora de a prótese ser colocada, mas como ele ainda não conseguia usar a mão esquerda, isso não trazia muito conforto. Júnior começou a ler sobre os braços biônicos que substituem naturalmente um braço normal, com todos os movimentos. Mas a família dele não tinha muito dinheiro, e mesmo que seus pais trabalhassem muito, só conseguiriam comprá-lo depois de muitos anos. Então, este era só um sonho, e o Júnior o deixou de lado. “Eu tenho que me adaptar ao que eu tenho agora”, ele disse a si mesmo.

Alguns dias antes de fazer o pedido do braço falso, ele chegou em casa da escola e se deparou com uma festa surpresa, com todos os seus parentes, amigos e até vizinhos. Ele não entendeu nada – ainda faltavam 4 meses para o aniversário dele. Quando o explicaram tudo, o Júnior simplesmente se sentou, surpreso, e não conseguia dizer uma palavra sequer. Ele mal podia acreditar. A família dele tinha arrecadado dinheiro de todos que o conheciam, e ele teria um braço biônico. Meu Deus! Aquele dia foi sem dúvida o mais feliz da vida dele.

Quando o Júnior chegou na escola com o novo braço biônico, ele se sentiu um astro de cinema! Ele já tinha treinado muito bem, e conseguia fazer os movimentos mais complicados com o braço. Ele ficou cercado de seus amigos, que não paravam de pedir para ele mostrar de novo como o braço funcionava. Ele olhava orgulhoso para os amigos – cada um deles tinha doado o dinheiro da própria mesada para fazê-lo feliz. Ele até ganhou um apelido… o Exterminador do Futuro! Legal, né? E a cereja do bolo foi aquela menina deque ele gostava muito se aproximando e perguntando “Aquele convite ainda está de pé? Que tal sairmos pra você me mostrar como essa coisa funciona?”.

Agora, como um Exterminador do Futuro, ele sabe que não faz sentido desistir quando se está cercado de pessoas que querem ver você feliz!

Música por Epidemic Sound: https://www.epidemicsound.com

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