NERVE – PLÂNCTON (Letra na descrição)

Views: 11464 | Likes: 463 | Dislikes: 6 | 2018-04-09 19:52:13 |
Faixa incluída no EP “AUTO-SABOTAGEM”, disponível para encomenda em www.nerve.pt.

Letra, voz, instrumental, gravação, mistura, ilustração e design por Tiago “NERVE” Gonçalves.

Masterização por Zé Quintino.

www.nerve.pt
2018

LETRA:

Muito obrigado, agora gostava de vos brindar com o som
de um limpa pára-brisas de borrachas secas.
De nada.

A propósito, é verdade, eles ganharam.
Sim, eu sou um vendido e só…

Vim visitar p’ra…
Vim visitar p’ra crescer e multiplicar buzz…
multiplicar buzz…
para toda a família, unida, a descobrir e citar…
a descobrir e citar…

Eu só
vim visitar p’ra, crescer e multiplicar buzz,
e sim, para toda a família, unida, a descobrir e citar… descodificar NERVE.
Vem observar o peixinho a ficar grande.
Maior que eu, esta face tem-se tornado o meu Ziggy Stardust.
Colega, vê-me na festa. Fica star struck.
Suor a descer da testa. (Calma.) Nariz a pingar sangue. (Limpa-te.)
Se te atacar, pensa porquê. Só vais ter de ressuscitar antes.
Rimo e rio-me a ver-te a virar lanche.
Poesia é vazia ou azia. Vê se desvias as íris das iguarias.
Até ao dia da tua fatia, será teu jantar sandes. (Toma.)
Que tal reajustares planos? (Sei lá…)
Se é para falhar, em vez de danos, proponho que andes a causar
de cabelo ao vento voando, nesse andamento de surf.
Tu e os teus, para sempre manos,
de guitarra ao ombro, vai pequenote, são os teus verdes anos.
O teu som, quente quando?
Tu fazes filmes? Coincidência, eu enceno snuff.
Aparente santo, penso: ‘da-se, que se dane um ser menos pensante.
Se me dão acesso ao botão, acaba-se esta porra toda na hora.
Isto é palavra d’honra, eu nem sequer ofereço bluff.
Apresenta-me alguém mais negro sendo branco.
Dormente, ando preso àquele estilo de vida evidente no meu semblante,
ainda assim dispenso plâncton.

Plebe, (ou seja) pobre Plâncton.
Mero plâncton.
Idiota, tu és plâncton.
Tu para mim és transparente trampa p’la corrente fora, sem a qual és estático,
(ou seja) estanque, porque és plâncton.
Mero plâncton. (Plâncton)
Explica, (ou seja) expõe, (ou seja) explora, (ou seja) explana porque és plâncton.
Espanta-me como és podre, (ou seja) pútrido e és plâncton.
Mero plâncton.

Idiota, tu és…

És breu novato. Média carga simbólica. (Médiozinho.)
Claro caso de cara de pau talhado de árvore hipócrita.
Farsa por um fio, que eu, Eduardo de cara estóica,
corto com metódica mão de tesoura, ou de lagosta, como o Zoidberg. (É o que tu quiseres.)
Senhor Columbine em duas escolas. Os colegas que cavem as suas covas,
Que será massacre até que se me acabem as luas novas. (Vá agora a sério.)
Ponham-me à prova de um pseudo-promessa poeta péssimo no ofício
que quer uma taça porque acha que domina o jargão técnico.
Traz o bloco, eu dito o que é feio apontar.
Nós nunca chegámos a trocar props, ainda que tu tenhas feito a tua parte.
Trago lingua do demo escrita, em pulmão pleno dita.
Oiço-te e sinto que faço música erudita.
Tipo Víruz, sei “100 Insultos” sem dizer nomes.
Hey, hei-de viver longe deste meio frio
onde firmei novo quando experimentei por voz na batida e reinventei fogo.
Logo, é tarde. Degula-me enquanto durmo e vê bem como eu reino morto.
Volto, causando a especulação.
Ó, foi só um susto… como sangue na expectoração. (Cof.)
Repesco-te a pesca nova só com texto
e nem me falta peixe no mar onde a tua ex pede que espete o arpão.
Dude, tu és plâncton.

(É um papel importante.)
Mero plâncton.
(Abraça-te a isso.)

Plâncton. Plâncton.
Plebe, (ou seja) pobre Plâncton.
Mero plâncton.
Idiota, tu és plâncton.
Tu para mim és transparente trampa p’la corrente fora, sem a qual és estático,
(ou seja) estanque, porque és…
Mero plâncton. (Plâncton)
Explica, (ou seja) expõe, (ou seja) explora, (ou seja) explana porque és plâncton.
Espanta-me como és podre, (ou seja) pútrido e és plâncton.
Mero plâncton.

Plâncton.

source